Presidência portuguesa da UE - irá Costa ceder aos populistas?

O editor do Público, Manuel Carvalho, está otimista. A questão é que Portugal, que por coincidência presidirá a União, está desesperado pelo dinheiro europeu e António Costa sabe que não tem qualquer margem política para se aguentar caso “a bazuca” não chegue rapidamente, pois os seus parceiros da esquerda fazem exigências anti-capitalistas que exigem muito capital. É um “casamento muito caro”. E se António Costa tiver que decidir entre o desbloqueio dos euros e o Estado de Direito liberal que Hungria e Polónia violam constantemente de acordo com vários relatórios idóneos, que ninguém tenha dúvidas que António Costa fará “realpolitik”. Sim, porque a esquerda quando acede às pretensões populistas faz “realpolitik”, já a direita quando faz exatamente o mesmo “vende-se aos fascistas”.