João Miguel Tavares compara castração química às 35 horas na função pública

Mais: a democracia é precisamente o regime onde posições abjectas podem ser defendidas de forma legítima, da castração química de pedófilos às 35 horas de trabalho na função pública. Esta ideia de que partidos constitucionais devem ser condenados a ser eternos párias do sistema não é só duvidosa – é também uma ideia muito pouco democrática, baseada numa equivalência perigosa, e estruturalmente totalitária, entre detestar uma coisa e querer interditá-la.

De facto comparar as 35 horas de trabalho na função pública com a castração química, é no mínimo, abjecto. Caro João Miguel Tavares, para atacar os leninistas/estalinistas/maioistas do BE/PCP tinha muito mais por onde pegar: apoio a ditaduras facínoras e sanguíneas, o facto da dra. Rato do PCP que presidirá um museu sobre tortura não saber o que foram os gulags, ou o simples facto do comunismo ter sido responsável por mais mortes que o nazismo e o fascismo combinados, com a única diferença de que foi o Exército Vermelho que venceu, e a Wehrmacht que perdeu, e como dita o ditado, os ganhadores escrevem a história. E já agora, aquele pacto que Costa fez com Orban para sacar os milhões a Bruxelas. É preciso topete, descaramento e desfaçatez para dizer o que Costa disse a propósito.