A mercantilização da Justiça - o imigrante ucraniano assassinado pelos funcionários do SEF

E lá começa a mercantilização da Justiça! Um imigrante é barbaramente assassinado por funcionários públicos e quem pagará ainda serão os contribuintes. Já não há justiça salomónica, é tudo uma questão de dinheiro! Arranja-se um parasita advogado que aceita o repto ficando com uma comissão (é ilegal mas acontece sub-repticiamente) e teremos certamente um juiz que achará que assim se fará “justiça” porque o estado “aprende”. Os funcionários públicos estão-se nas tintas para as condenações pecuniárias sobre o estado, pois o seu soldo mensal nunca é tocado. Quem paga são os contribuintes, como sempre, os últimos responsáveis. Quem tem de pagar alguma coisa são os homicidas. Salomão ficaria chocado com o sistema penal contemporâneo, onde se fazem equivalências diretas entre valores humanos e dinheiro.

A estratégia da defesa é conhecida, o silêncio coletivo, para que o juiz não podendo culpar um inocente, na dúvida, ilibe os três. Há jurisprudência que atesta a eficácia da estratégia. Acho que neste caso, devido à pressão da opinião pública, não surtirá efeito e teremos mesmo culpa coletiva, o que é um conceito abjecto, mas por culpa do inocente que não denunciou o culpado.